Ornamento do Casamento Espiritual

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Jan van Ruysbroeck é o maior místico flamengo e um dos maiores dentre todos os contemplativos cristãos. Uma de suas obras mais importantes é apresentada aqui pela primeira vez para os leitores da língua portuguesa. Ele nasceu em 1293, no pequeno vilarejo de Ruysbroeck ou Ruusbroeck (próximo de Bruxelas), de onde vem seu nome. Segundo biógrafos, aos 11 anos ele fugiu de casa e foi para a ca..

Etiquetas: ornamento, casamento, espiritual, misticismo, teologia, reflexoes

Jan van Ruysbroeck é o maior místico flamengo e um dos maiores dentre todos os contemplativos cristãos. Uma de suas obras mais importantes é apresentada aqui pela primeira vez para os leitores da língua portuguesa. Ele nasceu em 1293, no pequeno vilarejo de Ruysbroeck ou Ruusbroeck (próximo de Bruxelas), de onde vem seu nome.

Segundo biógrafos, aos 11 anos ele fugiu de casa e foi para a capital belga, onde teve uma educação religiosa, que incluía uma formação ampla em teologia e em filosofia, áreas do conhecimento para as quais demonstrou enorme aptidão.

Durante a juventude e a meia-idade, Ruysbroeck viveu em Bruxelas, executando as obrigações normais de sacerdote de uma catedral. Exteriormente, ele foi um homem do seu tempo, que aceitou com poucas críticas as instituições e as ideias predominantes da época. No entanto, como Evelyn Underhill descreve em sua Introdução à uma das edições inglesas de obras do autor, “na dimensão espiritual, sua época o influenciou pouco.

Como ele dizia, sua preocupação era com verdades que estão ‘fora do Tempo’, no Eterno Agora; e quando ele as está interpretando para nós, a Idade Média e suas limitações caem. Então, deparamo-nos com trechos que Platão ou Plotino de um lado, e Hegel de outro, poderiam ter reconhecido como relatos de alguém que tinha conhecido e experimentado a Realidade que eles apontavam. (...) ele possuía, em um extraordinário grau, o poder de dar expressão verbal e artística às suas altas intuições da Eternidade, o que faltou a tantos grandes místicos”.

Em 1343, quando ele tinha 50 anos, o crescente sentimento do contraste entre essas intuições, o excessivo formalismo religioso e a agitação da cidade alcançou um ponto que se tornou insuportável, de modo que ele partiu de Bruxelas para sempre. Instalou-se, com dois outros colegas sacerdotes, num antigo heremitério, na floresta de Soignes. Com o passar dos anos, seus grandes dons místicos tornaram-se conhecidos e vários discípulos se mudaram para lá, dando origem a uma pequena comunidade. Ruysbroeck faleceu no dia 2 de dezembro de 1381, aos 88 anos de idade, após uma curta enfermidade.

“Para que o espírito possa contemplar a Deus por Deus mesmo nessa luz divina, sem intermediários, é preciso, da parte do homem, três coisas. A primeira é que ele deve estar perfeitamente ordenado exteriormente em todas as virtudes e deve estar sem nenhum entrave interiormente e tão desligado de todas as obras exteriores que é como se elas não existissem; pois, se seu vazio for perturbado interiormente por algum ato de virtude é porque existe uma imagem; e enquanto isso durar, ele não pode contemplar.

“A segunda condição é que ele deve unir-se a Deus interiormente, com in¬tenção amorosa, como um fogo ardente que queima e é impossível de ser extinto. Enquanto estiver nesse estado, ele é capaz de contemplar.

“Em terceiro lugar, deve ter perdido a si mesmo numa ausência de modos em uma Treva na qual todos os espíritos contemplativos são tragados fruitivamente, incapazes de jamais se encontrar segundo o modo das criaturas.

“É no abismo dessa Treva, na qual o espírito amante morreu para si mesmo, que começa a manifestação de Deus e a vida eterna. Pois é aí, nessa Treva, que brilha e engendra-se uma Luz incompreensível, o próprio Filho de Deus, no Qual nós contemplamos a vida eterna.

E nessa Luz a pessoa passa a ver; e essa Luz divina é dada à visão simples do espírito, onde o espírito recebe o brilho que é Deus Nele mesmo, acima de todos os dons e de toda atividade humana, no vazio inativo no qual o espírito perde-se a si mesmo através do amor fruitivo, é onde ele recebe o esplendor de Deus sem intermediário, e é constantemente mudado nesse esplendor que ele recebe. Vede, esse é o esplendor misterioso, no qual se vê tudo que se possa desejar de acordo com o vazio de espírito.

Este esplendor é tão grande que o amante contemplativo, no fundo de si mesmo, descansa, vê e só o que sente é uma Luz incompreensível; e, através dessa Nudez Simples, que envolve todas as coisas, ele encontra a si mesmo, e sente a si mesmo, por ser essa mesma Luz na qual ele vê e nada mais. E essa é a primeira condição pela qual a pessoa passa a ver na Luz divina. “Abençoados são os olhos que veem, pois eles possuem a vida eterna.”

Autor: Jan Van Ruysbroeck
224 págs.
16 x 26 cm
ISBN: 9788586775161

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