Hierarquia Celeste - Dionísio Pseudo-Areopagita

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No cristianismo do Oriente, Máximo, o Confessor − nascido em Constantinopla (atual Istambul) no século 6º −, escreveu comentários às obras de Dionísio que influenciaram toda a patrística grega posterior. No cristianismo do Ocidente, São Gregório Magno,  papa que sagrado em 590, refere-se a Dionísio como “antigo e venerável Pai” e o cita quando escreve a respeito dos anjos. É provável que ..

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No cristianismo do Oriente, Máximo, o Confessor − nascido em Constantinopla (atual Istambul) no século 6º −, escreveu comentários às obras de Dionísio que influenciaram toda a patrística grega posterior. No cristianismo do Ocidente, São Gregório Magno,  papa que sagrado em 590, refere-se a Dionísio como “antigo e venerável Pai” e o cita quando escreve a respeito dos anjos. É provável que quando retornou a Roma depois de uma estadia de seis anos em Constantinopla ele tenha trazido uma cópia das Obras Completas de Dionísio.

Comprovadamente, uma cópia dessas obras foi trazida em 827 de Constantinopla para o Ocidente pelo rei Luís I de França, que a recebeu de presente do imperador bizantino Miguel Psellos e que por sua vez a deu ao monastério beneditino de Saint-Denis, próximo a Paris, onde em 838 foi traduzida pela primeira vez ao latim. Uma nova e melhor tradução das obras de Dionísio para o latim foi encomendada em 862 pelo próprio imperador francês, Carlos II.

No século 12, Suger, o abade do monastério de Saint-Denis responsável pela construção da primeira catedral gótica, admirador e estudioso das obras de Dionísio, baseou-se nelas para explicar como a nova arquitetura da catedral que estava construindo ajudava a elevação da alma a Deus. A influência enorme que os escritos de Dionísio exerceram durante a Idade Média teve seu principal centro irradiador nesse monastério beneditino de Saint-Denis, em cuja catedral foram sepultados quase todos os reis da França.

Até o século 16, esses textos de Dionísio tinham valor quase apostólico, uma vez que até aquele momento considerava-se que o seu autor tinha sido discípulo direto de São Paulo. Somente no século 19 se definiu a data em que foram escritos: entre o fim do século 5º e o início do século 6º.

As obras de Dionísio, as de Santo Agostinho e as de Platão e dos neoplatônicos foram as três maiores fontes do pensamento do Ocidente medieval. De tal modo que Dionísio foi chamado de “pai da mística”. São Gregório Palamas qualificou Dionísio de “um contemplador infalível das coisas divinas”. São Boaventura chamou-o de “príncipe dos místicos”. Santo Tomás de Aquino, que o considerava um dos “príncipes da teologia”, escreveu comentários para alguns desses quatro tratados de Dionísio e o citou 1.700 vezes em suas obras.

No século 13, o filósofo e teólogo inglês Robert Grosseteste fez uma nova tradução comentada das obras de Dionísio, e Santo Alberto Magno fez o mesmo algumas décadas mais tarde.

Nos séculos 14 e 15, foram fortemente influenciados por ele os grandes nomes da mística alemã: Mestre Eckhart, JohanesTauler, Jan van Ruysbroeck, Nicolau de Cusa; os maiores nomes da mística espanhola: Santa Teresa de Ávila e São João da Cruz; e também a maior dentre as místicas inglesas: Juliana de Norwich. Além disso, a “estrutura hierárquica do Paraíso de Dante foi influenciada pela concepção hierárquica da realidade de Dionísio”.

Na segunda metade do século 15, os pais do Renascimento italiano também tiveram as obras de Dionísio em alta conta. Giovanni Pico della Mirandola “considerava-o o mestre da verdadeira cabala cristã”. E Marsílio Ficino, o líder da Academia Platônica de Florença, “não somente apoiou-se em Dionísio para elaboração do programa de sua obra Teologia Platônica”, mas, além disso, realizou uma nova tradução comentada de dois dos tratados de Dionísio: A Teologia Mística e Os Nomes Divinos. As obras de Platão, as do apóstolo Paulo e as de Dionísio “foram os pilares da síntese religiosa” proposta por Ficino.

O jovem Lutero conheceu bem as obras de Dionísio e as primeiras referências que faz ao Pseudo-Areopagita referem-se à Teologia Mística e ao conceito de Teologia Mística, que Lutero louva como “a verdadeira cabala, a mais perfeita teologia”.

Além da elucidação das nove Hierarquias Angélicas – apresentada magnificamente na obra clássica que o leitor tem em mãos , uma das mais importantes contribuições de Dionísio foi a sua definição dos três polos ou vias da teologia: a Teologia Afirmativa, a Teologia Negativa e a Teologia Simbólica, e do centro ou da meta das três: a Teologia Mística.

Autor: Dionísio Pseudo-Areopagita
128 págs.
14 x 21 cm.
ISBN: 9788586775192

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